Porque criar Sta Inês?
   A ovinocultura vem despertando o interesse de muitos produtores e, conseqüentemente, crescendo cada vez mais no Brasil, conquistando novos mercados.

   As ovelhas da raça Santa Inês são animais dóceis e de manejo muito simples. A raça tem se difundido no Brasil devido à sua rusticidade e produtividade nos mais diversos climas brasileiros.

   Os cordeiros são a classe dos carneiros que melhor atendem às exigências do mercado, fornecendo excelente qualidade de carne.

   A procura por animais da raça Santa Inês vem despertando o interesse de novos criadores. A carne, cada vez mais valorizada, chega a ultrapassar em 50% do valor da carne bovina.

   A larga utilização da pele de Santa Inês na indústria de vestuário e calçados vem agregando valor extra à criação da raça. O alto valor de mercado da pele de ovinos deslanados se deve à sua maior elasticidade e resistência, associadas a uma textura fina, prestando-se para maior gama de aplicações neste segmento.



Características da Raça:
- Origem

   Há razões para acreditar que o ovino doméstico possa ter surgido do Muflon, originário da Europa e Ásia, ou do Urial Asiático. De origem selvagem, ambos possuiam chifres, caudas curtas e o corpo coberto mais por pêlos do que por lã, indicando um processo de seleção antigo até chegar ao ovino doméstico. As primeiras evidências de domesticação indicam a Ásia Central, especificamente a Planície Mesopotâmica, pelos pastores hebreus. Estas espécies tem servido ao homem à aproximadamente 10.000 anos.

   O Santa Inês Originário do Nordeste brasileiro, surgiu espontaneamente em vários estados ao mesmo tempo, provavelmente entre os cruzamentos das raças italiana Bergamácia, da brasileira Morada Nova e da africana Somális. Os primeiros animais surgidos desses cruzamentos, na década de cinqüenta, foram chamados de “Pêlo-de-Boi” e passaram a ser selecionados por alguns criadores que buscavam animais de grande porte, pêlo curto, produtivos e perfeitamente adaptados às condições climáticas do Brasil. A raça de ovinos Santa Inês já existe há pelo menos quatro décadas no Brasil. A tese de sua origem é confirmada pelas suas características.

   O porte do Santa Inês, o tipo de orelhas, o formato da cabeça e os vestígios de lã evidenciam a participação do Bergamácia, bem como a condição de deslanado e as pelagens, correspondem ao Morada Nova. A participação do Somalis é evidenciada pela apresentação de alguma gordura em torno da implantação da cauda, quando o animal está com excesso de peso.

   Desprovidos de lã, com pêlos curtos e sedosos, os animais da raça Santa Inês possuem estatura elevada, pernas compridas e orelhas longas. Apresentam um peso médio ao nascer de 3,5kg. São desmamados, com peso médio de 23 kg. Para fins de abate, o cordeiro deve estar, com peso em torno de 30 quilos.

   Além da acentuada habilidade materna o período de gestação é de cinco meses, podendo garantir até três partos a cada 2 anos com nascimento de um a dois filhotes. Eventualmente podem ocorrer partos triplos e quádruplos, o que acelera o crescimento do rebanho.

- Aspecto Geral:
   Animal deslanado, com pêlos curtos e sedosos, de grande porte e média de peso para machos, de 80 a 120 Kg; fêmeas podem variar de 60 a 90 Kg. A pelagem desses animais pode ser branca, malhada, castanha ou preta. O Santa Inês apresenta baixo teor de gordura e pele de altíssima qualidade, sendo largamente utilizada na indústria de vestuário. São animais rústicos e precoces, adaptáveis a qualquer sistema de criação e pastagem, e se integram com facilidade às mais diversas regiões do país. Fêmeas prolíferas e com boa habilidade materna.

- Cabeça:
   Tamanho médio, com perfil semi-convexo, mocha, focinho alongado, boa separação entre os olhos, mucosas nasais pigmentadas (à exceção da variedade branca); orelhas carnudas, de tamanho médio, em forma de lança, cobertas por pêlos, com inserção firme e ligeiramente inclinadas na direção do comprimento da cabeça. Olhos redondos e brilhantes, narinas proeminentes e dilatadas. Fronte curta, larga e reta, com boa distância entre os olhos.

- Pescoço:
   De tamanho regular, alongado nas fêmeas, sendo curto e forte nos machos, mostra-se bem inserido no corpo. Pode-se utilizar brincos ou não.

- Peito:
   Largo, arredondado e um pouco proeminente.

- Corpo:
   - Tronco forte, quartos dianteiros e traseiros grandes, com boa cobertura de carne e ossatura vigorosa;
   - Dorso reto, podendo apresentar pequena depressão atrás da cernelha;
   - Costilhar com arqueamento profundo e longo;
   - Garupa levemente inclinada, tendo apoio em quartos fortes e bem colocados;
   - Cauda de comprimento médio. Com base larga afinando, proporcionalmente, tem como limite de comprimento o jarrete, coberta por pêlos finos e sedosos.

- Membros:
   Ossos vigorosos e cascos seguindo a cor das mucosas nasais e oculares. Nas pelagens pretas, vermelhas ou chitadas o casco deve ser escuro podendo apresentar rajas claras. Casco branco somente é permitido em animais de pelagem branca. Os membros anteriores com paleta corretamente ajustada, deve apresentar posição oblíqua. Membros posteriores com coxas largas, compridas e de boa cobertura muscular.

- Pelagem:
   A raça apresenta as seguintes pelagens: Castanha, Vermelha, Preta, Chitada de preto e branco e Chitada de vermelho e branco.


Nossa Criação
   Nossos cordeiros são criados em sistema de semi-confinamento, destinados à reprodução e venda. Os machos são destinados para abate.
Aqueles que apresentam índices produtivos de seleção, são reservados para reprodutores. Estes machos correspondem, em média, a 2% dos nascimentos.

   Provenientes dos principais criadores do Brasil, os reprodutores da Fazenda Candeias apresentam excelente caracterização racial, carcaças pesadas, precocidade e peso nos cordeiros. Vêm de linhagens diferentes, sempre evitando a consangüinidade do rebanho, a fim de obter maior amplitude genética que visa a produção de novos reprodutores.
“ A HISTÓRIA APRESENTA AS VANTAGENS DO OVINO SANTA INÊS. A FAZENDA CANDEIAS SELECIONA AS MELHORES E ESCREVE A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA “.

Manejo
   Para uma boa eficiência de manejo em ovinocultura, o rebanho deve ser dividido em categorias com o intuito de facilitar o trato. É importante que se dê especial atenção às pastagens, a fim de um melhor controle reprodutivo e sanitário do rebanho.
De forma geral, é recomendável que os criadores sigam estes critérios, porém cada propriedade tem suas características, portanto é fundamental que se observe as características de cada região.


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